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[RESENHA] DOSSIÊ 50

16/10/2013

[RESENHA]  DOSSIÊ 50

A derrota do Brasil no último jogo do quadrangular final da Copa de 1950; quadrangular este que tinha ainda Suécia e Espanha, é tida como a grande final da Copa, por era a última partida deste quadrangular, e porque, se o Brasil simplesmente empatasse seria o Campeão Mundial de Futebol de 1950.

Mas em futebol nada é tão simples como pode parecer no parágrafo acima. O último jogo foi a grande final da Copa e o Brasil não sendo Campeão Mundial de Futebol de 1950, deixava para trás toda uma expectativa de alegria, reconhecimento perante o mundo e acima de tudo, de o brasileiro se sentir realmente capaz de grandes feitos.

Para uma sociedade que na época ainda era praticamente desconhecida do resto do mundo, nada melhor do que "aparecer" para o mundo, através de seu esporte favorito e com um time formando por brancos, negros e mulatos, bem a cara do brasileiro.

Mas naquele dia que tudo poderia ser de alegria, de reconhecimento, e de o brasileiro ser ver como uma sociedade de grandes feitos, tudo morreu, diante da derrota inesperada diante da seleção adversária que era o Uruguai, seleção esta; que até minutos antes da partida estaria em campo apenas para fazer figuração no grande ato do futebol brasileiro.

Mas o Uruguai venceu, um jogo tido como ganho antes da jogo começar, e a vida de 11 homens passou a se dividir e antes de depois, do dia 16 de julho de 1950, dia da grande "final" da Copa de 50.

E este fato de a vida deste jogadores terem se dividido em antes e depois de 1950, foi percebido por um jornalista que está sempre atento aos mínimos detalhes: em 1986 o jornalista Geneton Moraes Neto, fazia uma matéria para o "Jornal da Globo" onde entrevistaria o goleiro Barbosa, sobre a Copa de 50, conversando com Barbosa sobre a matéria propôs "vamos gravar a matéria lá dentro do gramado do Maracanã" e Barbosa respondeu sem sequer pensar por um segundo "Não! lá dentro, não!"

Diante de resposta tão firme e de sentir que algo incomodava muito o jogador em estar novamente no gramado, que passou á história como o gramado do "Maracanazo", Geneton Moraes Neto tratou de procurar os 11 jogadores daquela fatídica partida e saber deles de viva voz como eles interpretaram aquele jogo.

E o resultado desta "investigação" agora pode ser lido, novamente. Explico: no ano de 2000 o livro "Dossiê 50- Os onze jogadores revelam os segredos da maior tragédia do futebol brasileiro"; com estas entrevistas foi publicado, e agora está sendo reeditado por uma editora que tem no futebol no seu assunto principal de catálogo, a "Maquinária Editora".

O livro como já foi colocado acima, traz o depoimentos dos 11 jogadores que estiveram em campo defendendo o Brasil naquele dia, ou seja: Barbosa, Augusto, Danilo, Juvenal, Bauer, Bigode, Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico.

Mas traz depoimentos de personalidades como Carlos Heitor Cony, Mino Carta, Chico Anysio, Chico Buarque dentre outros, destacando particularidades suas, sobre este jogo Brasil x Uruguai em 1950.

O livro traz como sempre acontece com depoimentos de várias pessoas, sobre um mesmo acontecimento, declarações que uma diz uma coisa e um outro nega aquele fato dito no depoimento anterior. É bastante controverso.

Existem alguns detalhes que chama a atenção: para uns houve no caminho da concentração de São Januário até o Maracanã um problema com o ônibus que levava a seleção para o Maracanã, para outros isto não existiu. Outro fato interessante uns jogadores dizem que o técnico Flávio Costa deu ordem para não serem violentos, principalmente Bigode, outros não ouviram nada á este respeito. Enfim, só lendo para tirar a próprias conclusões.

Livro que ajuda a entender o porque que o futebol é tão importante para o povo brasileiro.

Fonte: www.blogtonacopa.blogspot.com

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